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Todas as perguntas Perguntas sobre scrapbooking

Tipos de livros

Scrapbook, junk journal, art journal, pocket pages, mini-álbuns, traveler's notebook e digital. As perguntas que os scrappers fazem mais vezes, com uma resposta curta e honesta.

O que é um junk journal?

Um junk journal é um livro feito por ti ou recuperado, que vais enchendo com papel que de outra forma iria parar ao lixo: talões, bilhetes, envelopes, páginas de livros antigos, embalagens, etiquetas e retalhos de tecido. Colas, coses e sobrepões essas camadas até formarem páginas onde guardas memórias, pensamentos ou simplesmente coisas bonitas.

Aqui conta mais o fazer e o colecionar do que contar uma história arrumadinha. Rebordos rasgados, pedaços de fita tortos e páginas onduladas fazem parte e tornam o livro pessoal. Também podes simplesmente escrever nele, por exemplo um bocadinho de diário, uma lista ou citações de que gostas. Como costuma levar papel velho e ácido, é menos indicado para arquivar fotografias originais.

Lê também: Como fazer o teu primeiro junk journal, passo a passo

O que é o scrapbooking digital?

No scrapbooking digital, fazes as tuas páginas num computador, tablet ou telemóvel, em vez de usares papel e cola. Trabalhas com fotografias digitais e materiais digitais, como papéis de fundo, embellishments, letras e modelos. Colocas cada um no seu lugar num programa de edição, cada um numa camada própria.

Os princípios são os mesmos do papel: uma foto principal, camadas, cor e journaling. Só as ferramentas mudam. Podes desfazer tudo, reutilizar um embellishment vezes sem conta e mudar-lhe a cor, e a tua mesa fica livre. Em contrapartida, perdes a textura do papel verdadeiro, da fita e do metal. Se quiseres poder pegar nas páginas, tens de as mandar imprimir.

Lê também: Como começar no scrapbooking digital

Que programa usar para scrapbooking digital?

Escolhe um programa que trabalhe com camadas, porque é disso que vive o scrapbooking digital. Opções muito usadas:

  • Photoshop: o mais completo, com mais tutoriais e modelos, mas mais caro e mais difícil de aprender.
  • Photoshop Elements: mais simples e mais barato, e mais do que suficiente para scrappers.
  • Affinity Photo: também abre modelos em PSD e TIFF e funciona também no iPad.
  • GIMP: gratuito, mas menos fácil de usar.
  • Canva ou PowerPoint: ótimos para páginas simples, com menos controlo.

Confirma se o programa abre ficheiros PNG com fundo transparente e modelos em PSD. Experimenta primeiro uma versão de teste e escolhe o programa com que gostes de continuar a trabalhar.

Lê também: Que programa escolher para fazer scrapbooking digital

Qual é a diferença entre um junk journal e um scrapbook?

Um scrapbook gira à volta das fotografias e das histórias que as acompanham; um junk journal, à volta de brincar com papel encontrado. Num scrapbook, normalmente fazes páginas por acontecimento ou por ordem cronológica, muitas vezes num álbum de 30 x 30 cm (12 x 12 polegadas) e com material sem ácido, para que as fotografias se mantenham bonitas por muito tempo.

Um junk journal é um livro grosso, cheio de camadas, envelopes e abas, em que o próprio ato de fazer é o objetivo. Não precisa de ter fotografias nem segue uma ordem fixa. Como usas muito papel velho e ácido, é melhor colares impressões ou cópias do que fotografias originais.

A fronteira é difusa. Muitos scrappers misturam os dois estilos, e não há mal nenhum nisso.

Lê também: O que é o scrapbooking e que estilo combina contigo

O que é preciso para fazer um junk journal?

Um livro, cola e uma pilha de papel que já tenhas, não é preciso mais. Começa com:

  • uma base: um caderno que já tenhas, um livro antigo de capa dura ou cadernos dobrados por ti
  • cola: um stick de cola, fita adesiva de dupla face e, para peças pesadas, uma cola forte de trabalhos manuais
  • uma tesoura
  • papel e ephemera (pequenos papéis do dia a dia): envelopes, talões, bilhetes, revistas, papel de embrulho, etiquetas e cartas antigas
  • extras à escolha: washi tape, carimbos, autocolantes, fita e retalhos de tecido

Guarda tudo numa caixa, para veres o que tens. Não precisas de comprar nada novo; assim que começas a reparar, a tua coleção cresce sozinha.

Lê também: Como fazer o teu primeiro junk journal, passo a passo

Como mandar imprimir páginas digitais ou fazer um fotolivro com elas?

Podes mandar imprimir páginas soltas ou encadernar todas as páginas juntas num fotolivro. Faz assim:

  • Guarda cada página em JPG a 300 dpi, no tamanho em que a queres imprimir.
  • Para páginas soltas de 30 x 30 cm, procura um serviço de fotografia que ofereça esse formato.
  • Para um fotolivro, coloca cada página como uma única imagem a ocupar a página inteira, num layout sem margem.
  • Mantém o texto e os detalhes importantes a alguns milímetros da margem, porque é aí que se faz o corte.

Se não conseguires pôr embellishments soltos num programa de fotolivros, termina primeiro a página por completo e importa-a como uma única imagem. As cores no ecrã costumam ser um pouco diferentes, por isso faz primeiro uma impressão de teste.

Lê também: Imprimir páginas digitais e mandar fazer um fotolivro

Há regras para um junk journal?

Não, não há uma maneira certa ou errada. És tu que decides se usas um caderno que já existe ou se encadernas tudo, se usas só papel encontrado ou também compras coisas novas, e se escreves muito ou pouco.

Também não tem de ficar bonito nem arrumado. Páginas confusas, coloridas e com rebordos tortos são precisamente o que o caracteriza. Se ficares bloqueado porque tem de estar perfeito, define um objetivo pequeno, como um bocadinho por dia ou cinco minutos de trabalho. Um tema ou uma paleta de cores pode ajudar a fazer escolhas, mas não é obrigatório.

Lê também: Como fazer o teu primeiro junk journal, passo a passo

O que é um bullet journal?

Um bullet journal é um sistema de planeamento num caderno normal, em que juntas agenda, lista de tarefas e diário. A base é composta por:

  • um índice no início, com números de página
  • um future log: uma visão do ano para compromissos mais distantes
  • um monthly log: um calendário mensal com tarefas
  • um daily log: notas curtas por dia

Escreves de forma breve, com símbolos fixos para tarefas, compromissos e notas (rapid logging), e passas as tarefas por fazer para o mês seguinte. Um caderno pontilhado e com páginas numeradas é prático, mas qualquer caderno serve. Muita gente decora o bullet journal com autocolantes e washi tape, embora isso não faça parte do sistema em si.

Lê também: Bullet journal: como funciona e como começar o teu

É preciso saber desenhar para fazer um art journal ou bullet journal?

Não, não é preciso desenhar para nenhum tipo de journal. Um art journal serve para te exprimires, não para um resultado perfeito; linhas tremidas e formas tortas até lhe dão personalidade. Um bullet journal funciona muito bem só com uma caneta preta e uma régua.

O que ajuda se não desenhas:

  • stencils, carimbos e fita de máscara para criar formas
  • colagem com imagens de revistas ou livros antigos
  • encher uma página com uma só cor que combine com o teu estado de espírito
  • autocolantes e washi tape em vez de desenhos
  • a tua própria letra, mesmo que não seja bonita

Lê também: Não precisas de ser criativo para fazer scrapbooking

O que é o scrapbooking híbrido?

O scrapbooking híbrido junta papel e digital. Pode ser de duas formas:

  • Desenhas uma página, ou parte dela, no computador, imprimes e terminas com embellishments verdadeiros, como fita, brads (grampos de pernas abertas) ou chipboard.
  • Imprimes materiais digitais, como cartões de journaling, títulos, papéis ou tags, e usa-los numa página de papel normal.

Assim juntas a comodidade do digital, como texto escrito no computador e fotografias à medida, com a textura do papel verdadeiro. Não há uma proporção fixa: um scrapper faz quase tudo em digital, outro só imprime um título. Com um processador de texto e uma impressora já podes começar.

Lê também: Scrapbooking híbrido: imprimir em digital, acabar em papel

O scrapbooking digital é mais barato do que o de papel?

A longo prazo, normalmente sim, embora não seja gratuito. Os papéis e embellishments digitais usam-se as vezes que quiseres, enquanto no papel estás sempre a comprar material novo. Também não precisas de cola, ferramentas de corte nem espaço para arrumar.

Os custos estão noutro lado:

  • um computador ou tablet, que a maioria das pessoas já tem
  • software, se não usares um programa gratuito
  • kits digitais, embora haja muitos gratuitos
  • impressão: páginas soltas grandes e fotolivros também custam dinheiro

Se imprimires pouco e usares material gratuito, sai muito em conta. Se quiseres tudo em 30 x 30 cm num álbum, conta também com o custo da impressão.

Lê também: Como começar no scrapbooking digital

O que é um art journal?

Um art journal é um caderno de esboços ou de notas onde trabalhas livremente com tinta, colagem, carimbos, texto e desenhos. É um sítio para brincar e deitar cá para fora o que sentes, não para registar memórias de forma arrumada. As fotografias são secundárias; a cor, a textura e as palavras estão no centro.

Muitos art journalers trabalham com mixed media: vários materiais misturados. Muitas vezes começas com uma camada de gesso, uma base branca onde a tinta adere bem e que evita que passe para o outro lado. Depois trabalhas por camadas: fundo, colagem, detalhes e texto. Um quarto de hora chega para uma página, e uma página de que não gostes pinta-se simplesmente por cima.

Lê também: Art journaling: como começar

O que é o pocket scrapbooking ou Project Life?

O pocket scrapbooking é fazer scrapbooking com bolsas plásticas divididas em compartimentos. Metes fotografias e cartões nos compartimentos, e a divisão da bolsa faz o trabalho de design por ti. Project Life é o nome mais conhecido e é muitas vezes usado como termo geral.

As bolsas costumam caber num dossiê de argolas de 30 x 30 cm (12 x 12 polegadas), mas também há tamanhos mais pequenos. Trabalhas em três passos: primeiro escolhes as fotografias, depois preenches os restantes compartimentos com cartões de journaling e, por fim, acrescentas alguma decoração. Como é rápido e organizado, é popular entre quem quer registar alguma coisa todas as semanas ou todos os meses.

Lê também: Pocket scrapbooking e Project Life: como funciona

O que são kits, templates e quickpages no scrapbooking digital?

São as três formas em que o material digital costuma ser vendido:

  • Um kit é um conjunto de papéis e embellishments no mesmo estilo. Os papéis são normalmente ficheiros JPG; os embellishments e as letras soltas (alfas) são ficheiros PNG com fundo transparente.
  • Um template é um layout já pronto, com áreas para fotografias e papel, muitas vezes em ficheiro PSD, TIFF ou PNG. Com uma máscara de recorte colocas as tuas próprias fotografias e papéis nessas áreas.
  • Uma quickpage é uma página já terminada, onde só falta colocares as tuas fotografias.

Para uma primeira página, uma quickpage ou um template é o mais rápido. Com um kit solto tens mais liberdade.

Lê também: Como começar no scrapbooking digital

É preciso encadernar o junk journal à mão?

Não, não é preciso. Podes perfeitamente começar com um caderno, um caderno de esboços ou um livro antigo de capa dura que já tenhas, e colar lá as tuas camadas. Se quiseres encadernar tu, há maneiras simples:

  • coser cadernos (pequenos maços de papel dobrado) numa capa, com um ponto simples
  • furar as páginas e juntá-las com argolas
  • prender cadernos numa capa com elástico, como num traveler's notebook
  • fazer um harmónio de papel grosso, a que podes mais tarde acrescentar páginas

Encadernar à mão dá-te liberdade no tamanho e no papel, mas para um primeiro journal um livro que já exista costuma ser o mais fácil.

Lê também: Como encadernar um scrapbook ou journal à mão

Que caderno de esboços ou papel usar num art journal?

Escolhe um caderno com papel grosso, de pelo menos 200 g/m², porque a tinta, a cola e a água fazem o papel fino ondular e passar para o outro lado. Boas opções:

  • um caderno de esboços mixed media, feito para materiais húmidos e secos
  • um caderno de aguarela de cerca de 300 g/m², se trabalhares muito com água
  • um livro antigo de capa dura em que vais colando algumas páginas umas às outras para ficarem mais firmes

Um caderno cosido que abre bem plano é ótimo para páginas duplas. Se mesmo assim usares papel mais fino, aplica primeiro uma camada de gesso e deixa as páginas molhadas secar com um livro pesado em cima.

Lê também: Papel que não ondula com cola, tinta e água

O que é um traveler's notebook?

Um traveler's notebook é uma capa de pele ou de tecido com elástico, onde prendes cadernos finos (inserts). Podes acrescentar e trocar inserts e tirar os cadernos que já estão cheios, para que o livro cresça contigo. O modelo original vem do Japão; hoje há muitas variantes.

Os tamanhos mais comuns são o tamanho standard, de cerca de 11 x 21 cm, e o tamanho passaporte, mais pequeno, de cerca de 9 x 12,5 cm. Há inserts com linhas, quadrículas, pontos ou papel kraft, e bolsas para cartões. Por isso, o traveler's notebook é muito usado como diário de viagem, agenda ou pequeno junk journal.

Lê também: Como usar e organizar um traveler's notebook

Que caderno escolher para um diário de viagem?

Escolhe um caderno resistente, que abra bem plano e com papel que aguente cola, fita e a tua caneta. A5 ou mais pequeno cabe facilmente na mala. Repara também nisto:

  • Um caderno cosido abre bem; um de argolas deixa-te acrescentar páginas mais tarde.
  • Se quiseres guardar bilhetes e talões, escolhe um com bolsas ou cola lá dentro uns envelopes.
  • Se pintares pelo caminho, leva papel mais grosso.
  • Em papel fino, cola de preferência só de um lado, senão o caderno fica pesado e grosso.

Muitos viajantes juntam bilhetes durante o dia e escrevem à noite. Se não der, faz notas curtas e continua em casa.

Lê também: Como manter um diário de viagem, mesmo quando estás cansado

Que tamanho e resolução usar numa página digital?

Trabalha a 300 dpi e no tamanho em que queres imprimir. Uma página de 12 x 12 polegadas (30,5 x 30,5 cm) tem então 3600 x 3600 píxeis; é também o tamanho da maioria dos papéis digitais. Para 20 x 20 cm, ficas com cerca de 2362 x 2362 píxeis.

Define o tamanho antes de começar, porque aumentar uma página pequena depois deixa-a desfocada. Reduzir pode fazer-se sempre sem perder qualidade. Além de um JPG achatado, guarda também uma versão com camadas, por exemplo em PSD, para poderes alterar alguma coisa mais tarde. Para partilhar num ecrã, basta uma cópia mais pequena.

Lê também: Imprimir páginas digitais e mandar fazer um fotolivro

Posso usar papéis e kits digitais para tudo?

Não de qualquer maneira: o que podes fazer está na licença ou nos termos de utilização que acompanham os ficheiros, e variam de designer para designer. Muitas vezes é assim:

  • Para uso pessoal, como as tuas próprias páginas e álbuns, podes fazer tudo.
  • Partilhar, reencaminhar ou voltar a disponibilizar os próprios ficheiros quase nunca é permitido, mesmo que tenham sido gratuitos. Em vez disso, envia o link.
  • O uso comercial, como vender cartões ou páginas, só é permitido se a licença o autorizar expressamente.

Se não houver nada indicado ou se tiveres dúvidas, pergunta ao designer. O mesmo vale para tipos de letra e imagens da internet: confirma sempre se os podes usar.

Lê também: Posso usar isto? Direitos de autor para scrappers

O que é um mini-álbum?

Um mini-álbum é um álbum pequeno à volta de um só tema, como um fim de semana fora, um aniversário ou uma estação do ano. O tamanho anda muitas vezes à volta dos 15 x 15 cm ou menos, e bastam meia dúzia de páginas.

Há muitas formas:

  • um harmónio de tiras dobradas
  • um álbum de envelopes ou saquinhos de papel, com tags lá dentro
  • páginas soltas de cartão presas com argolas
  • um pequeno livro encadernado

Um mini-álbum é ideal para terminares algo pequeno do princípio ao fim, como presente ou como complemento de uma página grande. Como precisas de poucas fotografias, também é uma boa forma de experimentar técnicas novas.

Lê também: Fazer um mini-álbum: base, páginas e encadernação

Dá para fazer scrapbooking digital no telemóvel ou no tablet?

Sim, dá. Há apps com modelos prontos para onde arrastas fotografias e texto, e muitos programas de design e de desenho também funcionam num tablet. Com um tablet e uma caneta digital, podes ainda escrever e desenhar à mão.

Ao escolher, repara em algumas coisas:

  • Consegues importar os teus próprios embellishments e papéis em PNG, ou só o que a app oferece?
  • Consegues exportar em JPG a 300 dpi para imprimir?
  • Onde ficam guardadas as tuas páginas, e consegues fazer uma cópia de segurança?

O telemóvel é prático para páginas rápidas, como pocket pages. Para páginas grandes com muitas camadas, um ecrã maior é mais confortável.

Lê também: Que programa escolher para fazer scrapbooking digital

Posso passar do scrapbooking em papel para o digital?

Sim, e levas contigo tudo o que sabes. O que sabes sobre escolher fotografias, camadas, cor, espaço em branco e journaling funciona exatamente da mesma maneira em digital. Só mudam as ferramentas, e conhecer o teu programa leva algum tempo no início.

Algumas dicas para a mudança:

  • Começa com um template ou uma quickpage, para não partires de uma página em branco.
  • Aprende primeiro o básico: camadas, sombras e máscaras de recorte.
  • Experimenta um kit gratuito antes de comprares alguma coisa.
  • Se não quiseres abdicar do teu stock de papel, opta pelo híbrido: imprime partes digitais e termina-as com material verdadeiro.

Não tens de escolher; muitos scrappers fazem as duas coisas.

Lê também: Como começar no scrapbooking digital

Que cartões cabem nas pocket pages?

Os dois tamanhos standard são 3 x 4 polegadas (cerca de 7,6 x 10,2 cm) e 4 x 6 polegadas (cerca de 10,2 x 15,2 cm). Uma bolsa muito usada tem quatro compartimentos verticais de 3 x 4 polegadas no meio e compartimentos horizontais de 4 x 6 polegadas em cima e em baixo. Uma fotografia de 10 x 15 cm cabe, portanto, exatamente num compartimento grande.

Se os cartões escorregarem dos compartimentos, põe um pedacinho de fita de dupla face na parte de trás. Mantém a decoração plana, porque peças grossas fazem pressão e deixam o álbum abaulado. Outros tamanhos, como uma folha A4 ou meia página, podes intercalá-los como folha extra.

Lê também: Pocket scrapbooking e Project Life: como funciona

Qual é a diferença entre um smash book e um junk journal?

Um smash book já tem páginas pré-impressas e decoradas; um junk journal fazes tu do início ao fim. Num smash book colas rapidamente bilhetes, fotografias e papelinhos, muitas vezes com bolsos, separadores e espaço para escrever, sem planear muito. O nome vem de uma marca, mas também se usa para qualquer caderno de colagens livre.

Num junk journal, és tu que fazes as páginas, muitas vezes com papel velho, com muitas camadas, envelopes e abas. Um gluebook fica a meio caminho: um caderno normal onde colas colagens, normalmente sem muito texto.

Como evitar que o junk journal fique demasiado grosso?

Abre espaço antes de começares a colar, porque cada camada torna o livro mais grosso. Assim, continua a fechar:

  • Se trabalhares num livro que já existe, cola de vez em quando algumas páginas umas às outras e arranca algumas páginas entre esses blocos.
  • Se encadernares tu, escolhe uma lombada mais larga do que a pilha de páginas em branco.
  • Usa o mais possível materiais planos e distribui as peças grossas pelo livro todo.
  • Guarda as coisas volumosas em envelopes ou saquinhos.
  • Deixa a tinta e a cola secar bem antes de fechares o livro.

É normal um junk journal ficar um pouco aberto. Uma fita ou um elástico à volta do livro mantém tudo junto.

Lê também: Como fazer o teu primeiro junk journal, passo a passo

Como evitar que um mini-álbum fique demasiado cheio?

Fica-te por poucas coisas em cada página: uma ou duas fotografias, um pouco de texto e um pequeno destaque. As páginas pequenas ficam cheias depressa, e o álbum ainda tem de conseguir fechar.

O que ajuda:

  • Escolhe antes três ou quatro cores e um conjunto limitado de papéis.
  • Usa embellishments planos; botões e flores grossos deixam o álbum aberto.
  • Esconde fotografias e texto extra em tags, abas ou envelopes.
  • Num álbum encadernado ou de argolas, deixa espaço na lombada para a espessura extra.
  • Faz a capa no fim, com sobras do interior.

Para um mini-álbum que acompanha uma página grande, seis folhas, contando frente e verso, costumam ser mais do que suficientes.

Lê também: Fazer um mini-álbum: base, páginas e encadernação

O que são artist trading cards?

As artist trading cards (ATC) são pequenas obras de arte de 6,4 x 8,9 cm (2,5 x 3,5 polegadas) que trocas com outras pessoas. Fazes as tuas com a técnica que quiseres, como colagem, carimbos, tinta, desenho ou tecido, sobre uma base resistente.

Há duas regras básicas: uma ATC é feita à mão e não se vende, só se troca ou se oferece. No verso escreves o teu nome, um título, a data e uma forma de te contactarem. As trocas fazem-se em grupos de troca online ou em encontros criativos. Os cartões que vais juntando guardam-se em bolsas para cartas de jogar, num dossiê com bolsas.

Lê também: Artist trading cards: como fazer e trocar

O que é um zine e como se dobra um?

Um zine é um livrinho pequeno, feito à mão, tradicionalmente fotocopiado e distribuído. Os scrappers usam-no para uma história curta, um passeio ou uma lista. A versão mais simples faz-se com uma folha A4, sem cola nem agrafos:

  • Dobra a folha em oito partes iguais e volta a abri-la.
  • Corta ao meio ao longo da dobra comprida, só através das duas partes do meio.
  • Dobra a folha ao meio no sentido do comprimento, empurra as pontas uma contra a outra e dobra-a até formar um livrinho de oito páginas em formato A7.

Faz primeiro um teste e numera as páginas, para veres o que fica onde. Decora antes de dobrar, para um fundo contínuo, ou depois, página a página.

Que tipo de livro é para mim?

Depende do que queres guardar e de como gostas de trabalhar. Uma regra geral, a traço grosso:

  • Guardar fotografias e histórias para mais tarde: um scrapbook.
  • Registar todas as semanas ou meses de forma rápida e organizada: pocket pages.
  • Tratar um só tema de forma pequena e completa: um mini-álbum.
  • Colecionar e brincar com papel velho: um junk journal.
  • Deitar cá para fora o que sentes com tinta e colagem: um art journal.
  • Organizar e planear: um bullet journal.
  • Pouco espaço, ou gostar de poder alterar tudo sem fim: digital.

Começa pelo que mais te atrai. Muitos scrappers, ao fim de algum tempo, vão fazendo dois ou três tipos ao mesmo tempo.

Lê também: O que é o scrapbooking e que estilo combina contigo

Qual é a diferença entre um scrapbook e um fotolivro?

Um scrapbook fazes à mão; um fotolivro desenhas no computador e mandas imprimir. Num scrapbook colas fotografias impressas em papel, com decoração, journaling e materiais verdadeiros, como fita e bilhetes. Um fotolivro é impresso e plano, faz-se mais depressa e é fácil encomendar outra vez, mas não podes guardar lá dentro nada verdadeiro.

Um álbum de fotografias é a forma mais simples: fotografias em bolsas ou em folhas em branco, sem muita decoração. O scrapbooking digital fica a meio caminho: desenhas as páginas como num scrapbook e mandas imprimi-las como fotolivro.

Lê também: Scrapbook, fotolivro ou álbum de fotografias: qual é para ti