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Explicações · 7 min de leitura

O que é o scrapbooking e que estilo combina contigo

De um álbum de 30 por 30 a um junk journal cheio de envelopes antigos: o que é o scrapbooking, de onde vem a palavra e que estilo combina contigo.

Álbum de espiral aberto com fotografias pequenas em páginas cor de creme, numa mesa de madeira ao lado de óculos de sol e um copo
Fotografia: Squared one · Pexels

Um scrapbook é um livro onde guardas fotografias e pequenas recordações, com algumas palavras e um pouco de decoração à volta. Parece simples, e é. Mas hoje há tantos estilos que é difícil perceber o que é o quê. Aqui ficas a saber o que é o scrapbooking, como funcionam os diferentes estilos e qual combina contigo.

O que é o scrapbooking

Fazer scrapbooking é criar um livro onde se juntam recordações. Normalmente as fotografias estão no centro, acompanhadas de coisas que guardaste e de algumas frases sobre o que aconteceu. Cada página forma um pequeno todo: escolhes as fotografias, o papel e a decoração de forma a que, juntos, contem um momento.

Não há regras fixas. Um livro pode ser sóbrio e calmo, com muito espaço em branco e uma única fotografia grande. Outro está cheio de camadas de papel, carimbos e autocolantes. Ambos são scrapbooking.

De onde vem a palavra

Em inglês, scrap quer dizer pedacinho, resto ou recorte. Um scrapbook é, portanto, literalmente um livro de recortes. Em neerlandês, durante muito tempo falava-se simplesmente de «plakboek», um livro de colagens.

Livros assim existem há séculos. As pessoas colavam neles recortes de jornal, cartas, poemas, receitas e bilhetes de entrada, muitas vezes para guardar informação. Quando as fotografias ficaram ao alcance das famílias comuns, por volta do final do século XIX, os livros foram-se virando aos poucos para as recordações pessoais.

O scrapbooking como o conhecemos hoje, com papel próprio, autocolantes e álbuns, surgiu nos anos 80 nos Estados Unidos. Aí, nos anos 90, tornou-se um passatempo muito popular. É por isso que há tantos termos técnicos em inglês. Quem hoje fala de scrapbooking refere-se normalmente a esse livro decorado e cheio de fotografias, e não a uma pasta com artigos de jornal.

O que lá pões

As fotografias costumam ser a base, mas nem tudo tem de ser uma fotografia. Pensa em:

  • bilhetes de um concerto, de um museu ou de uma viagem de comboio
  • postais, cartões de felicitações e bilhetinhos
  • um menu, um pedaço de mapa ou um rótulo
  • desenhos dos miúdos, e coisas que disseram tal e qual
  • uma florzinha ou uma folha seca
  • o teu próprio texto, o journaling: o que escreves junto das fotografias

À volta usas papel e embellishments, o nome que se dá a tudo o que serve para decorar uma página, como autocolantes, carimbos, washi tape, botões e fitas. O papel é normalmente cardstock (papel grosso e liso) e papel decorado com padrões.

Escreve sempre a data, o local e os nomes. O que agora sabes de cor, daqui a dez anos já esqueceste. Uma página simples com esses dados vale mais, no futuro, do que uma página lindíssima sem eles. E evita colar recortes de jornal antigos, porque o papel de jornal amarelece e fica quebradiço. Uma cópia em papel sem ácido resulta igualmente bem.

Para quem o fazes

A maioria dos scrapbookers faz os seus livros para si e para a família. Um ano com os filhos, uma remodelação, os primeiros meses com um cão. É uma forma de guardar a tua própria história, também para quem a ler mais tarde.

Um scrapbook é também uma bonita prenda, por exemplo para um casamento, uma despedida ou um aniversário. Há quem faça um livro de família com fotografias antigas dos avós, para que as histórias não se percam.

E verdade seja dita: muitos scrapbookers fazem-no sobretudo pelo gosto de criar. Um serão à mesa com papel e uma tesoura, a recordação que volta enquanto trabalhas. Esse prazer conta tanto como o livro que fica no fim.

A diferença em relação a um álbum de fotografias

Num álbum de fotografias comum, metes as fotografias umas a seguir às outras, quando muito com uma data. O álbum guarda imagens.

Um scrapbook conta a história por trás dessas imagens. Não escolhes as quarenta fotografias de um aniversário, mas sim três que dizem tudo, com o convite ao lado e algumas frases sobre quem lá estava e o que aconteceu. Pensas no aspeto da página. Assim, quando voltas a folheá-lo, não vês só o que aconteceu, mas também como foi.

Um fotolivro que mandas imprimir fica um pouco a meio caminho: as fotografias são escolhidas e organizadas, mas falta o lado palpável do papel e das coisinhas guardadas.

O álbum clássico

É nisto que a maioria das pessoas pensa. As páginas de 30,5 x 30,5 cm (12 x 12 polegadas) são o padrão, e é nesse formato que se vende a maior parte do papel. Álbuns quadrados mais pequenos, de cerca de 20 x 20 cm (8 x 8 polegadas), também são comuns, tal como o A4.

Trabalhas por layout: o design de uma página. Duas páginas lado a lado chamam-se spread. As páginas vão muitas vezes em bolsas de plástico, num dossier de argolas ou num álbum de parafusos. Num dossier de argolas fica uma separação bem visível a meio do spread; num álbum de parafusos as páginas ficam quase encostadas.

O mini-álbum

Um mini-álbum é pequeno, muitas vezes com cerca de 15 x 15 cm (6 x 6 polegadas) ou ainda menos, e é normalmente dedicado a um só tema: um fim de semana fora, um verão, uma amizade. Costuma ter abas, envelopezinhos e cartões que podes puxar.

A vantagem é que consegues mesmo terminá-lo. Por isso é um bom primeiro passo, e uma prenda bonita.

Pocket scrapbooking

Aqui trabalhas com bolsas de plástico divididas em compartimentos. Em cada compartimento metes uma fotografia ou um cartão com texto, muitas vezes em tamanhos de cerca de 10 x 15 cm e 7,5 x 10 cm. Há pouco para cortar e colar, por isso é rápido. O sistema mais conhecido chama-se Project Life.

Este estilo é popular entre quem quer registar o dia a dia, semana a semana ou mês a mês, sem ter de desenhar cada página do zero.

Junk journal

Um junk journal costuma ser feito à mão, com papel que de outra forma iria parar ao lixo: envelopes antigos, páginas de livros abatidos, embalagens, talões de compras, saquetas de chá. O livro está cheio de camadas, bolsinhas, etiquetas e cartões encaixados, muitas vezes com um ar gasto e vintage.

Fotografias podem entrar, mas não são obrigatórias. Um junk journal é tanto sobre colecionar e encadernar como sobre o prazer do papel com passado.

Art journal

Um art journal é uma espécie de diário visual. Trabalhas com tinta, gesso (uma camada de base), colagem, stencils, carimbos e texto. Trata-se menos de guardar recordações e mais de exprimir o que pensas ou sentes. O processo importa mais do que o resultado.

Como usas materiais húmidos, precisas de papel grosso que não ondule. O art journaling cruza-se naturalmente com o mixed media, em que combinas todo o tipo de materiais.

Digital e híbrido

No scrapbooking digital crias as páginas no computador ou no tablet. O papel, os autocolantes e o resto da decoração são ficheiros de imagem que podes mover, recortar e ampliar à vontade. Não tens tralha em cima da mesa nem precisas de espaço na prateleira, e mais tarde podes mandar imprimir as páginas ou fazer um fotolivro com elas.

O scrapbooking híbrido junta os dois. Por exemplo, crias um título ou um cartão no computador, imprimes e colas numa página de papel.

O scrapbooking ainda está na moda?

Por volta da viragem do século, o scrapbooking era uma febre nos Estados Unidos, com lojas, feiras e revistas próprias. Quando as fotografias passaram a ser digitais e a ficar no telemóvel, acalmou.

Não desapareceu, mudou de forma. Junk journals, art journals, álbuns pocket e diários decorados atraem gente nova, e os artigos de papelaria vindos, entre outros sítios, do Japão têm muitos fãs. Muita gente tem milhares de fotografias no telemóvel para as quais raramente olha. Imprimir algumas e fazer uma página com elas volta a parecer, por isso, algo especial.

Que estilo combina contigo?

Não há um estilo melhor, há um estilo que combina com a tua vida. Algumas pistas:

  • Pouco tempo, mas queres registar o dia a dia: pocket scrapbooking.
  • Adoras papel e gostas de te dedicar com calma a uma página grande: o álbum clássico.
  • Queres primeiro terminar alguma coisa, ou procuras uma prenda: um mini-álbum.
  • Guardas tudo e gostas de um estilo gasto e em camadas: um junk journal.
  • Queres sobretudo trabalhar livremente com tinta e imagem: um art journal.
  • Pouco espaço, ou preferes trabalhar num ecrã: digital ou híbrido.

Não tens de escolher para sempre. Muitos scrapbookers têm um álbum na prateleira, um mini-álbum para as férias e um journal para os intervalos. Começa com o que já tens, escolhe um momento e faz dele uma página.

Perguntas sobre este tema

O que é o scrapbooking?

Fazer scrapbooking é criar um livro onde juntas fotografias, coisinhas guardadas e algumas frases tuas. Cada página forma um pequeno todo que conta um momento.

Qual é a diferença entre um scrapbook e um álbum de fotografias?

Num álbum de fotografias metes as fotografias umas a seguir às outras. Um scrapbook conta a história por trás delas: escolhes algumas fotografias, juntas coisinhas guardadas e texto e compões a página.

Que tipos de scrapbooking existem?

Os mais conhecidos são o álbum clássico, o mini-álbum, o pocket scrapbooking, o junk journal, o art journal e o scrapbooking digital ou híbrido.

De onde vem a palavra scrapbook?

Em inglês, scrap quer dizer pedacinho ou recorte, por isso um scrapbook é literalmente um livro de recortes. Em neerlandês, durante muito tempo falava-se de «plakboek», um livro de colagens.

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